quarta-feira, 12 de maio de 2010

Metrologia Básica


O objetivo da presente norma e definir os termos mais usados nas normas de tolerância e ajuste.

Dimenção efetiva (Def) - Valor obtido durante a medição da peça, cota escrita no projeto.

Dimenção nominal (Dn) – Dimenção básica que fixa a origem dos afastamentos, cota medida com o aparelho.

Afastamento nominal ou Afastamento – Diferença entre a dimenção limite e a nominal.

Afastamento Inferior – Diferença entre as dimenções minimas e a nominal. Ela é representada por: Ai para furos e ai para eixos.

Afastamento Superior – Diferença entre as dimenções máximas e a nominal. Ela é representada por: As para furos e as para eixos.

Tolerância – Variação permicivél da dimenção de uma peça dada entre os afastamentos nominais.

Tolerância para o eixo => t= as –ai;

Tolerância para o furo => T = As – Ai ;

ou T = Dmax – Dmin; A diferença entre as dimenções maximas e a minima.

Eixo – Termo convencionalmente aplicado para fins de tolerância e ajuste, como sendo qualquer parte de uma peça cuja superficie externa e destinada a alojar-se na superficie interna de outra.

Furo – Termo convencionalmente aplicado para fins de tolerância e ajuste, como sendo todo o espaço delimitado pela superficie interna de uma peça destinada a alojar num eixo.

Ajuste – É o comportamento dimensional de um eixo num furo, ambos com a mesma dimenção nominal e caracterizado pela folga ou interferncia apresentada.

Folga – Diferença entre as dimenções do furo e o eixo quando o eixo é menor que o furo.

Interferência – Diferença entre a dimenção do eixo e do furo quando o eixo é maior que o furo.

Folga Máxima- Diferença entre as Dmax. e a dmin, ou seja, diferença entre a dimenção maxima do furo e a dimenção minima do eixo, sendo o eixo menor que o furo.

Folga Minima – Diferença entre as dimenções mínimas do furo (Dmin) e a dimenção máxima do eixo (dmax), sendo o eixo menor que o furo.

Fig. 1 - Representação de um ajuste e a nomenclatura empregada.

Outras Apostilas.
Metrologia Mecânica (Senai)
Metrologia (Abraman)
Metrologia (Telecurso Profissionalisante).

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fundição - Um processo de Fabricação

   O processo de fabricação vem evoluído através dos tempos, no entanto, atualmente os resultados dos processos são cada vez mais preciso, e confiáveis. Iremos resumidamente abordar os principais processos utilizados hoje para obtenção de peças.

Modelagem consiste na produção de peças a partir de um metal amorfo.
 
Principais processos: fundição, sopro, sinterização do pó.
 
Fundição - um dos processos mais antigos consiste em derramar o metal liquido em um molde, com formato da peça que se deseja.
 
Vantagens – pode apresentar formas externas e internas; permite grande produção em serie; bem flexível quanto ao acabamento; permite obtenção de paredes de diversas espessuras.
 
Desvantagens – equipamentos e acessórios são de alto custo, exige um acabamento, raramente ultrapassa peças de 25 kg, não são empregadas para toda ligas metálicas.
 
 
  • Fundição por Gravidade.
  • Fundição sobre pressão.
  • Fundição por centrifugação.
  • Fundição por precisão.
  • Fundição por outros métodos.
 Etapas do processo de fabricação de peças fundidas.
 
• Desenho da peça.
 
• Confecção do modelo.
 
• Confecção do molde.
 
• Confecção dos machos.
 
• Fusão.
 
• Vazamento.
 
• Desmoldagem.
 
• Rebarbação.
 
• Limpeza da peça.
 
 Fenômenos que ocorrem durante o processo de fundição:
 
Cristalização – o crescimento dos cristais são se dá de maneira uniforme, no interior do molde o crescimento é limitado pela parede do mesmo.
 
Contração do volume – Os metais ao solidificarem sofrem uma contração.
 
Concentração de Impurezas – As impurezas nas ligas metálicas são normais, no entanto, ao irem solidificando vão acompanhando o metal liquido remanescente, acumulando-se na parte onde demorou mais solidificar.
 
Desprendimento de gases – Alguns gases no estado liquido da liga tendem a desprender-se, mais a medida que ele vai se solidificando vai ficando mais difícil, ficando retido nas proximidades da superfície da peça em forma de bolha.

 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Controladores Lógicos Programavéis - CLP

Histórico.

   Os Controladores Lógicos Programáveis (CLP) surgiram da necessidade de formular controles lógicos que antes eram realizados por relés de baixa confiabilidade, difícil manutenção e grandes dimensões, por controladores de maior flexibilidade, capaz de suportar o ambiente industrial, de fácil manutenção, e que podes-se ser programado e reprogramado.

   Por volta de 1968 a General Motors Corporation começou a desenvolver projetos eletrônicos baseados nos relés, sob a liderança do engenheiro Richard Morley, foi preparada uma especificação para atender a necessidade da indústria automobilística, bem como de toda a indústria manufatureira, transferindo as modificações de hardware para modificações em software. Onde ante necessitavam de modificações em todas as fiações, que demandavam tempo, ou muitas das vezes o tornavam inviáveis, por modificações apenas no programa.

   O CLP tornou-se um equipamento indispensável para indústria, sua capacidade de processamento aumentou consideravelmente, executando funções mais complexas, principalmente quando na década de 70 foram introduzido o microprocessamento, permitindo maior flexibilidade de programação.

    Atualmente os CLPs são equipamentos bem mais complexos, atuando tanto em controle discreto quanto na automação da manufatura em processos contínuos, com as mais variadas capacidades, podendo controlar processos independentes ou comunicar-se com outros controladores ou com sistemas de supervisão.

    Concluímos que os CLPs foram produzidos para simular a ação de réles num circuito de inter-travamento. Hoje, os CLPs também incorporam funções avançadas como: controle estático, controle de malha, comunicação em rede e etc.

Definições.

   Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com aplicações industriais.

   Segundo a NEMA (National Electrical Manufactures Association), é um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para armazenar internamente instruções e para implementar funções específicas, tais como lógica, seqüenciamento, temporização, contagem e aritmética, controlando, por meio de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.

   Concluímos que os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) são equipamentos eletrônicos modernos, todo baseado em microprocessadores, utiliza uma memória programável para armazenamento de instruções, utilizado para controle discreto, na automação flexível, executa operações aritméticas, funções lógicas, seqüenciamento, temporização, contagem, Intertravamento, controle Proporcional Integral Derivativo (PID), etc. Tem como principal característica a programabilidade e der ser projetado para atuar em ambiente industrial, extremamente útil e versátil, podendo associar diversos sinais de entrada para controlar diversos atuadores na saída.

Vantagens. 

  •  menor espaço 

  • menor consumo de energia elétrica
  •  reutilizáveis

  •  programáveis

  •  maior confiabilidade

  •  maior flexibilidade

  •  maior rapidez na elaboração dos projetos

  •  interfaces de comunicação com outros CLPs e computadores

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Engenharia Eletrônica

    Podemos dizer que atualmente é uma das áreas da engenharia que esta em toda parte, integrando as mais diversas formas de tecnologia. É uma das engenharias mais disputadas, principalmente depois dos avanços da microeletrônica. A miniaturização dos circuitos integrados, ocasionadas pelo progresso alcançado com as novas tecnologias, faz com que os componentes, e equipamentos fiquem cada vez menores e mais potentes, contribuindo para o desenvolvimento de outras áreas, tais como os setores de automação, telecomunicações, instrumentação, informática, bio eletrônica, etc.

    O engenheiro eletrônico é habilitado a projetar e fabricar circuitos integrados, sensores e atuadores, atuar no desenvolvimento de computadores, na área de processamento digital de sinais, para a engenharia biomédica e telecomunicações, além de poder atuar em pesquisas e ensino.

   A Engenharia Eletrônica - é uma extensão da Engenharia Elétrica, em muitas universidades recebe a denominação de Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica, ou Engenharia Elétrica - Eletrônica. O estudante inicialmente estuda as disciplinas básicas do curso de engenharia, como: cálculo, física, álgebra, química, informática, posteriormente é introduzido disciplinas especificas de Engenharia Elétrica: Eletricidade Aplicada, Circuitos Elétricos, Instalações Elétricas, Materiais Elétricos e de Medidas, Eletrônica de Potência, dentre outras, por fim dando ênfase a eletrônica, são estudados: Sistemas Eletrônicos, Microprocessadores, Telecomunicações, Microeletrônica, Controle e Automação, Telecomunicações, Microeletrônica, Processamento de Sinais, etc. Ao final o estudante deve realizar um estágio supervisionado, com carga horária definida, alem de ter que apresentar monografia.

    Abaixo podemos verificar a grade curricular de um curso de Engenharia Eletrônica da Universidade Veiga de Almeida e outro de Engenharia Eletrônica do Centro Universitário Feevale.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Compressores Industriais


Definição - Compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume de ar admitido nas condições atmosféricas, até uma determinada pressão exigida na execução dos trabalhos dos atuadores pneumáticos, Santos (2006)

Para Sarkis (2002), define compressores como máquinas destinadas a aumentar a pressão de um gás com a finalidade de fazê-lo fluir entre dois pontos quaisquer. A elevação da pressão pode chegar desde 1 atm até milhares de atmosferas.

Segundo Sarkis (2002), os compressores possui uma grande variação das características físicas, são classificados quanto a sua aplicação em:

 Compressores Industriais – são aqueles que se destinam a produzir e suprir com carga de ar os pontos de utilização de ar na unidade industrial.

 Compressores Ordinários - são de baixo custo, empregados normalmente em serviços de pintura, acionamento de pequenas máquinas pneumáticas.

 Compressores de Processo – são utilizados em algumas condições de operação, como por exemplo o soprador de ar do forno de craqueamento catalítico das refinarias de petróleo.

 Compressores de Refrigeração – são de uso exclusivo para sistemas que operam com fluidos refrigerantes.

 Compressores de Vácuo – são também chamados de bombas de vácuo, operam em condições características próprias.

 TIPOS DE COMPRESSORES

Segundo os princípios de trabalho podemos classificar os compressores em: Deslocamento Positivo e Deslocamento Dinâmico.

 Deslocamento Positivo (Volumétrico) - Baseia-se fundamentalmente na redução de volume. O ar é admitido em uma câmara isolada do meio exterior, onde seu volume é gradualmente diminuído, processando-se a compressão.

São classificados em:

 Alternativos

1. Pistão .
a) Simples Efeito.
b) Duplo Efeito.

2. Diafragma.

a) Alternativo de Membrana.

 Rotativo

1. Parafuso

2. Palheta

3. Lóbulo