quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Engenharia de Produção


JLN, Augusto.

       A engenharia de produção trabalha com a interação de pessoas, materiais, equipamentos e processos, na realização de produtos. Ela buscando sempre a redução de custos, a otimização e maior eficiência dos sistemas produtivos, gerenciando recursos humanos, financeiros e materiais. Atualmente é preocupação também do engenheiro de produção buscar a redução de resíduos, de materiais, de energia, levando a população materiais que possam assegurar melhor qualidade de vida, com menores preços, com menor impacto ao meio ambiente, e que atendam a necessidade da sociedade, por meio de desenvolvimento e inovações.

       O curso envolve conhecimentos de administração, economia, contabilidade, logística, comercial, engenharias diversas, integrando a mão-de-obra, equipamentos e matéria prima na geração de produtos que atendam certos padrões de qualidade e produtividade.

      O campo de atuação desse profissional fica na fronteira entre as atividades tecnológicas e as de administração podemos dizer que é o elo entre esses setores. Ele atua no projeto, implantação, operação, melhoria e manutenção dos sistemas de produção e distribuição de bens e serviços. Tais atividades podem ser exercidas em empresas nacionais ou multinacionais, públicas ou particulares, mais também podendo ultrapassar o limite da indústria.

       O Encontro Nacional de Coordenadores de Engenharia de Produção (III ENCEP – ABEBRO): definiu-o como “ Um profissional com sólida formação cientifica e profissional geral que o capacite a identificar, formular e solucionar problemas ligados às atividades de projetos, operações e gerenciamento do trabalho e de sistemas de produção de bens e/ou 10 serviços, considerando seus aspectos seus humanos, econômicos, sociais e ambientais, com visão ética e humanística em atendimento às demandas da sociedade”.

       Assim o diplomado em Engenharia de Produção atua no planejamento, projeto, implantação, avaliação e controle de sistemas de produção, baseado em conhecimentos especializados das ciências: físicas, matemáticas e sociais em conjunto com s princípios e métodos de análise e de projeto, buscando a integração de homem, máquina e meio ambiente.

         Um evento sé realizado para reunindo esses profissionais, o Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP) que é realizado anualmente e se constitui no fórum mais importante sobre a área no país. Os encontros passaram a não mais focar somente o ensino de graduação, mas também a produção científica da comunidade.

        O mercado vem demandando alguns tipos de profissionais mais especializados, assim a engenharia de produção esta sofrendo algumas modificações para atender esta necessidade.


       Engenharia de Produção Mecânica.

      O curso tem como objetivo a formação de um profissional com sólidos conhecimentos de matemática, física e química, sólido conhecimento científico. Compete ao engenheiro de produção mecânica realizar o projeto, implantação, operação, melhoria e manutenção de sistemas produtivos integrados de bens e serviços, envolvendo materiais, tecnologias, informações e energia. Deve também estudar as implicações destes sistemas com sociedade e o meio ambiente. Utiliza conhecimento especializado de Matemática, Física, Informática, Ciências Humanas e Sociais, e os princípios e métodos de análise e projeto de Engenharia.

      O curso de Engenharia de Produção Mecânica é dividido em 4 núcleos: Básico em Engenharia, Profissionalizante em Engenharia Mecânica, Profissionalizante em Engenharia de Produção e Atividades Complementares.

      Este profissional pode atuar em vários setores da indústria ou de serviços, tais como empresas de manufatura, consultorias, bancos, indústria de base, setor agroindustrial, operadores logísticos, universidades, instituições de pesquisa e órgãos públicos, entre outros.

      Cursos de Engenharia de Produção disponibilizado em todo pais segundo o INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gestão Ambiental

    
     
     Uma das principais preocupações atualmente é o Meio Ambiente, desastres naturais são cada vez mais frequentes, a intervenção humana estão destruindo nosso planeta.
      É necessário ter o conhecimento básico de nossa legislação, sobre a prevenção, os orgãos reguladores e fiscalizadores e sua jurisdição.
     Mais o que a Gestão Ambiental? Por definição temos: conjunto de ações encaminhadas para obter uma máxima racionalidade no processo de decisão relativo a conservação, defesa, proteção e melhoria do meio ambiente.
     A Gestão Ambiental, além de manejar o ambiente com ações e atividades intencionalmente aplicadas para impedir ou atenuar manifestações indesejaveis de impactos ambientais controláveis, deve monitorar as mesmas, acompanhando sistematicamente as transformações ambientais geradas.


     O Meio Ambiente é o conjunto de elementos constituídos pelas águas interiores ou costeiras, superficiais ou subterrâneas, subsolo, ar, flora, fauna e comunidades humanas e os seus inter-relacionamentos.
     Obs: O meio ambiente, em resumo, pode ser definido como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

      Poluição Ambiental - A presença, lançamento ou a liberação nas águas, no ar ou no solo, de toda e qualquer matéria ou energia, com intensidade, qualidade, concentração ou com características em desacordo com os padrões de emissão e padrões de qualidade ou que tornem ou possam tornar as águas, o ar ou o solo:

1. Impróprios, nocivos ou ofensivos a saúde;
2. Inconvenientes ao bem-estar público;
3. Nocivos aos materiais, à fauna e à flora

      Portanto a poluição ambiental refere-se ao meio físico cujos três elementos componentes devem ser cuidados em conjunto.

      O destino final da maioria dos produtos químicos produzidos e utilizados pelo homem é a água, o solo e o ar.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Metrologia Básica


O objetivo da presente norma e definir os termos mais usados nas normas de tolerância e ajuste.

Dimenção efetiva (Def) - Valor obtido durante a medição da peça, cota escrita no projeto.

Dimenção nominal (Dn) – Dimenção básica que fixa a origem dos afastamentos, cota medida com o aparelho.

Afastamento nominal ou Afastamento – Diferença entre a dimenção limite e a nominal.

Afastamento Inferior – Diferença entre as dimenções minimas e a nominal. Ela é representada por: Ai para furos e ai para eixos.

Afastamento Superior – Diferença entre as dimenções máximas e a nominal. Ela é representada por: As para furos e as para eixos.

Tolerância – Variação permicivél da dimenção de uma peça dada entre os afastamentos nominais.

Tolerância para o eixo => t= as –ai;

Tolerância para o furo => T = As – Ai ;

ou T = Dmax – Dmin; A diferença entre as dimenções maximas e a minima.

Eixo – Termo convencionalmente aplicado para fins de tolerância e ajuste, como sendo qualquer parte de uma peça cuja superficie externa e destinada a alojar-se na superficie interna de outra.

Furo – Termo convencionalmente aplicado para fins de tolerância e ajuste, como sendo todo o espaço delimitado pela superficie interna de uma peça destinada a alojar num eixo.

Ajuste – É o comportamento dimensional de um eixo num furo, ambos com a mesma dimenção nominal e caracterizado pela folga ou interferncia apresentada.

Folga – Diferença entre as dimenções do furo e o eixo quando o eixo é menor que o furo.

Interferência – Diferença entre a dimenção do eixo e do furo quando o eixo é maior que o furo.

Folga Máxima- Diferença entre as Dmax. e a dmin, ou seja, diferença entre a dimenção maxima do furo e a dimenção minima do eixo, sendo o eixo menor que o furo.

Folga Minima – Diferença entre as dimenções mínimas do furo (Dmin) e a dimenção máxima do eixo (dmax), sendo o eixo menor que o furo.

Fig. 1 - Representação de um ajuste e a nomenclatura empregada.

Outras Apostilas.
Metrologia Mecânica (Senai)
Metrologia (Abraman)
Metrologia (Telecurso Profissionalisante).

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fundição - Um processo de Fabricação

   O processo de fabricação vem evoluído através dos tempos, no entanto, atualmente os resultados dos processos são cada vez mais preciso, e confiáveis. Iremos resumidamente abordar os principais processos utilizados hoje para obtenção de peças.

Modelagem consiste na produção de peças a partir de um metal amorfo.
 
Principais processos: fundição, sopro, sinterização do pó.
 
Fundição - um dos processos mais antigos consiste em derramar o metal liquido em um molde, com formato da peça que se deseja.
 
Vantagens – pode apresentar formas externas e internas; permite grande produção em serie; bem flexível quanto ao acabamento; permite obtenção de paredes de diversas espessuras.
 
Desvantagens – equipamentos e acessórios são de alto custo, exige um acabamento, raramente ultrapassa peças de 25 kg, não são empregadas para toda ligas metálicas.
 
 
  • Fundição por Gravidade.
  • Fundição sobre pressão.
  • Fundição por centrifugação.
  • Fundição por precisão.
  • Fundição por outros métodos.
 Etapas do processo de fabricação de peças fundidas.
 
• Desenho da peça.
 
• Confecção do modelo.
 
• Confecção do molde.
 
• Confecção dos machos.
 
• Fusão.
 
• Vazamento.
 
• Desmoldagem.
 
• Rebarbação.
 
• Limpeza da peça.
 
 Fenômenos que ocorrem durante o processo de fundição:
 
Cristalização – o crescimento dos cristais são se dá de maneira uniforme, no interior do molde o crescimento é limitado pela parede do mesmo.
 
Contração do volume – Os metais ao solidificarem sofrem uma contração.
 
Concentração de Impurezas – As impurezas nas ligas metálicas são normais, no entanto, ao irem solidificando vão acompanhando o metal liquido remanescente, acumulando-se na parte onde demorou mais solidificar.
 
Desprendimento de gases – Alguns gases no estado liquido da liga tendem a desprender-se, mais a medida que ele vai se solidificando vai ficando mais difícil, ficando retido nas proximidades da superfície da peça em forma de bolha.

 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Controladores Lógicos Programavéis - CLP

Histórico.

   Os Controladores Lógicos Programáveis (CLP) surgiram da necessidade de formular controles lógicos que antes eram realizados por relés de baixa confiabilidade, difícil manutenção e grandes dimensões, por controladores de maior flexibilidade, capaz de suportar o ambiente industrial, de fácil manutenção, e que podes-se ser programado e reprogramado.

   Por volta de 1968 a General Motors Corporation começou a desenvolver projetos eletrônicos baseados nos relés, sob a liderança do engenheiro Richard Morley, foi preparada uma especificação para atender a necessidade da indústria automobilística, bem como de toda a indústria manufatureira, transferindo as modificações de hardware para modificações em software. Onde ante necessitavam de modificações em todas as fiações, que demandavam tempo, ou muitas das vezes o tornavam inviáveis, por modificações apenas no programa.

   O CLP tornou-se um equipamento indispensável para indústria, sua capacidade de processamento aumentou consideravelmente, executando funções mais complexas, principalmente quando na década de 70 foram introduzido o microprocessamento, permitindo maior flexibilidade de programação.

    Atualmente os CLPs são equipamentos bem mais complexos, atuando tanto em controle discreto quanto na automação da manufatura em processos contínuos, com as mais variadas capacidades, podendo controlar processos independentes ou comunicar-se com outros controladores ou com sistemas de supervisão.

    Concluímos que os CLPs foram produzidos para simular a ação de réles num circuito de inter-travamento. Hoje, os CLPs também incorporam funções avançadas como: controle estático, controle de malha, comunicação em rede e etc.

Definições.

   Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis com aplicações industriais.

   Segundo a NEMA (National Electrical Manufactures Association), é um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para armazenar internamente instruções e para implementar funções específicas, tais como lógica, seqüenciamento, temporização, contagem e aritmética, controlando, por meio de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.

   Concluímos que os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) são equipamentos eletrônicos modernos, todo baseado em microprocessadores, utiliza uma memória programável para armazenamento de instruções, utilizado para controle discreto, na automação flexível, executa operações aritméticas, funções lógicas, seqüenciamento, temporização, contagem, Intertravamento, controle Proporcional Integral Derivativo (PID), etc. Tem como principal característica a programabilidade e der ser projetado para atuar em ambiente industrial, extremamente útil e versátil, podendo associar diversos sinais de entrada para controlar diversos atuadores na saída.

Vantagens. 

  •  menor espaço 

  • menor consumo de energia elétrica
  •  reutilizáveis

  •  programáveis

  •  maior confiabilidade

  •  maior flexibilidade

  •  maior rapidez na elaboração dos projetos

  •  interfaces de comunicação com outros CLPs e computadores

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Engenharia Eletrônica

    Podemos dizer que atualmente é uma das áreas da engenharia que esta em toda parte, integrando as mais diversas formas de tecnologia. É uma das engenharias mais disputadas, principalmente depois dos avanços da microeletrônica. A miniaturização dos circuitos integrados, ocasionadas pelo progresso alcançado com as novas tecnologias, faz com que os componentes, e equipamentos fiquem cada vez menores e mais potentes, contribuindo para o desenvolvimento de outras áreas, tais como os setores de automação, telecomunicações, instrumentação, informática, bio eletrônica, etc.

    O engenheiro eletrônico é habilitado a projetar e fabricar circuitos integrados, sensores e atuadores, atuar no desenvolvimento de computadores, na área de processamento digital de sinais, para a engenharia biomédica e telecomunicações, além de poder atuar em pesquisas e ensino.

   A Engenharia Eletrônica - é uma extensão da Engenharia Elétrica, em muitas universidades recebe a denominação de Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica, ou Engenharia Elétrica - Eletrônica. O estudante inicialmente estuda as disciplinas básicas do curso de engenharia, como: cálculo, física, álgebra, química, informática, posteriormente é introduzido disciplinas especificas de Engenharia Elétrica: Eletricidade Aplicada, Circuitos Elétricos, Instalações Elétricas, Materiais Elétricos e de Medidas, Eletrônica de Potência, dentre outras, por fim dando ênfase a eletrônica, são estudados: Sistemas Eletrônicos, Microprocessadores, Telecomunicações, Microeletrônica, Controle e Automação, Telecomunicações, Microeletrônica, Processamento de Sinais, etc. Ao final o estudante deve realizar um estágio supervisionado, com carga horária definida, alem de ter que apresentar monografia.

    Abaixo podemos verificar a grade curricular de um curso de Engenharia Eletrônica da Universidade Veiga de Almeida e outro de Engenharia Eletrônica do Centro Universitário Feevale.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Compressores Industriais


Definição - Compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume de ar admitido nas condições atmosféricas, até uma determinada pressão exigida na execução dos trabalhos dos atuadores pneumáticos, Santos (2006)

Para Sarkis (2002), define compressores como máquinas destinadas a aumentar a pressão de um gás com a finalidade de fazê-lo fluir entre dois pontos quaisquer. A elevação da pressão pode chegar desde 1 atm até milhares de atmosferas.

Segundo Sarkis (2002), os compressores possui uma grande variação das características físicas, são classificados quanto a sua aplicação em:

 Compressores Industriais – são aqueles que se destinam a produzir e suprir com carga de ar os pontos de utilização de ar na unidade industrial.

 Compressores Ordinários - são de baixo custo, empregados normalmente em serviços de pintura, acionamento de pequenas máquinas pneumáticas.

 Compressores de Processo – são utilizados em algumas condições de operação, como por exemplo o soprador de ar do forno de craqueamento catalítico das refinarias de petróleo.

 Compressores de Refrigeração – são de uso exclusivo para sistemas que operam com fluidos refrigerantes.

 Compressores de Vácuo – são também chamados de bombas de vácuo, operam em condições características próprias.

 TIPOS DE COMPRESSORES

Segundo os princípios de trabalho podemos classificar os compressores em: Deslocamento Positivo e Deslocamento Dinâmico.

 Deslocamento Positivo (Volumétrico) - Baseia-se fundamentalmente na redução de volume. O ar é admitido em uma câmara isolada do meio exterior, onde seu volume é gradualmente diminuído, processando-se a compressão.

São classificados em:

 Alternativos

1. Pistão .
a) Simples Efeito.
b) Duplo Efeito.

2. Diafragma.

a) Alternativo de Membrana.

 Rotativo

1. Parafuso

2. Palheta

3. Lóbulo

sábado, 24 de abril de 2010

Eletricidade

Eletricidade Básica – Conceitos e Definições.

   Embora o fenômeno da eletricidade fosse conhecido há muito tempo a sua aplicação se dá apenas após a compreensão do átomo, fato que começou a ser estudado só a partir do século XIX. O desenvolvimento de métodos de pesquisa desvenda a estrutura do átomo, e sabido então que ele é formado por prótons, neutros e eletros, os prótons e neutros formam o núcleo e o elétron a eletrosfera, que gira em torno do núcleo, sendo ela composta de níveis de energia.

   A eletricidade é então a parte da física que estuda os fenômenos que envolvem o comportamento das cargas elétricas, estudos mostram que o comportamento dos prótons e elétrons são opostos, convencionou-se então que o próton ter carga elétrica positiva e o elétron carga elétrica negativa, observou-se que quando um átomo esta carregado positivamente e o outro negativamente há uma interação entre eles, fato que não ocorre quando eles estão com mesma carga, concluiu-se então que cargas de sinais iguais se repelem e cargas de sinais diferentes se atraem.

   Coulomb, um estudioso do fenômeno estabeleceu a lei matemática pela qual podemos calcular a intensidade da força de interação entre cargas elétricas, o postulado diz o seguinte: A intensidade da força elétrica entre dois corpos é diretamente proporcional ao produto da quantidade de carga elétrica de cada carga e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa.

As matérias quanto ao comportamento elétrico podem ser classificadas em: condutores, semicondutores e isolantes.

 Condutores – são aqueles em que as cargas elétricas possuem liberdade de movimento, os elétrons estão mais livres do núcleo.

   Isolantes – opostos aos condutores, os elétrons estão ligados mais fortemente ao núcleo sendo de difícil liberação.

   Semicondutores – são materiais de comportamento intermediário entre condutores e isolantes, sendo empregado em condições especificas.

   Sendo ligado em um condutor a uma fonte de tensão irá circular uma corrente, George Ohm verificou que se fosse variada a tensão a corrente elétrica também variaria, estabelecendo a Lei que recebeu o seu nome, que é uma relação linear, ou seja, ao dobrar a tenção no mesmo condutor (com uma determinada resistência) a corrente também dobrará na mesma proporção.

Tudo isso e muito mais pode ser conferido nas apostilas.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Apostilas de Robótica

Leis da Robótica

Uma das áreas mais fascinante da automação, a Robótica vem de encontro aos anceios da sociedade, em sua origem, a palavra robô deriva de robota, termo eslavo que significa trabalho escravo, o conceito de robot ou servo do homem tem chamado muito a atenção de entusiastas do assunto e em 1950, Isaac Asimov definiu o que conhecemos hoje as Leis da Robótica, são elas:

1ª Lei – Um robot não pode maltratar um ser humano, ou pela sua passividade deixar que um ser humano seja maltratado.

2ª Lei - Um robot deve obedecer às ordens dadas por um ser humano, excepto se entrarem em conflito com a 1ª Lei.

3ª Lei – Um robot deve proteger a própria existência desde que essa protecção não entre em conflito com a 1ª Lei e a 2ª Lei.

Há varias definições que descrevem o que e a robótica industrial, dentre elas podemos citar as seguintes.

Um dispositivo programável que seja projetado para manipular e transportar peças, objetos e ferramentas. Brithish Robot Association, (BRA).

Dispositivo multifuncional, programável para realizar uma serie de tarefas, dedicados a automação das atividades de um ambiente CIM. Robot Institute of America, (RIA).

Robótica e a disciplina que envolve. a) o projeto, construção, controle e programação de robots; o uso de robots para resolver problemas; c) o estudo dos processos de controle, sensores e algoritmos usados em humanos, animais e maquinas, e; d) aplicação destes processos de controle e destes algoritmos para projeto de robots. McKerrol.

Robótica esta intimamente ligada a novos conhecimentos, em especial a mecatrônica, tecnologia que trata simultaneamente mecânica, eletrônica, controle e processamento de informações em máquinas e equipamentos.

Uma apostila muito interesante na área acadêmica é utilizada na Universidade Braz Cubas para os cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação, intitulada apostila de Robótica, do professor Valdemir Carraras, é uma boa introdução ao assunto, abordando os seguintes temas: Automação da Produção,Fundamentos da Tecnológia dos Rôbos, Cinemática e Dinâmica dos Manipuladores, Notação de Danavit-Hartenberg, dentre outros temas.

Engenharia de Controle e Automação

A Engenharia de Controle e Automação é parte integrante da sociedade moderna, seu desenvolvimento deu-se com o advento da computação, da microeletrônica e componentes com altas capacidades de processamento (microprocessadores), advinda da competitividade entre as organizações globalizadas, onde a inovação tecnológica passou a ser tratada como estratégia para participação no mercado, uma busca incessante pela qualidade e pela produtividade, racionalização dos recursos, com manufaturas mais enxutas e flexíveis, para atendimento a clientes cada vez mais exigentes.

Surgiu da necessidade que o ser humano buscava para substituir trabalhos manuais, perigosos, repetitivos, por trabalhos seguros que lhe garantiam maior rapidez e produtividade. Com isso a automação ganha impulso, podemos verificar atualmente em qualquer canto, em nossa residência, no comércio, na indústria, nas telecomunicações, na exploração espacial, e em muitos outros lugares.

Com a Automação e Controle podemos mover equipamento como grande precisão, em controlar equipamentos a longas distâncias, em programar robôs para trabalharem em ambiente insalubre onde o ser humano não poderia entrar, podemos controlar aviões, navios, naves espaciais, nas indústrias podem controlar as mais diversas variáveis de processo.

Os computadores são partes integrantes da Engenharia de Controle e Automação, são eles que recebem as informações do ambiente, planta, processam os dados e realizam o gerenciamento do controle da saída, executam as mais diversas equações matemáticas para gerar um resultado esperado. Em um sistema mais complexo, existem inúmeros subsistemas interligados para execução do controle.

A Automação e Controle esta dentro de nossas residências também, em eletrodomésticos, como simplesmente na execução da lavagem de roupa dentro da máquina ou em controle de temperatura, em sistemas mais modernos controlando a luminosidade de nossa casa.

Um sistema é a interação de elementos que trabalham para alcançar um objetivo. Na automação esses sistemas recebem informações, por meios de sensores, processam digitalmente, e fornecem uma saída por meio de atuadores, executando o controle.

O profissional percorre inúmeras áreas do conhecimento, na eletrônica, computação, mecânica, podendo trabalhar em projetos, em manutenção, trata-se de um profissional versátil com conhecimento multidisciplinar.

O curso também recebe a denominação de Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica), estando intimamente relacionado ao conceito de mecatrônica. Segundo o Comitê Assessor para Pesquisa e Desenvolvimento Industrial da Comunicação Européia (IRDAC) "Mecatrônica é a integração sinergética da engenharia mecânica com a eletrônica e o controle inteligenta por computador no projeto de processo e de manufatura de produto".

Automação inicio-se com a substituição do trabalho humano por máquinas, ou com minima interferência, atráves de controles ou mecanismos inteligentes. Ela esta intimamente ligada pela instrumentação ao controle discreto e continuo, ou seja controle regulatório ou lógico.

Podemos afirmar que estamos em uma nova era, a da informação, nada nunca foi tão rapido quanto a velocidade que a globalização da a comunicação, onde a evolução tecnologica afeta toda a sociedade, a riqueza de uma nação não é medida mais em bens fisicos, mais em seus conhecimento, destacando a capacidade inovadora que possue, a automação surge nesse meio, como uma inovação fugindo aos padroes tardicionais da engenharia, e integrando as mais diversas areas, propondo respostas mais criativas e sustentaveis ao mundo em que vivemos.

O profissional que atende essas novas exigências é conhecido como engenheiro de controle e automação, ele projeta e opera equipamentos utilizados nos processos automatizados de indústrias em geral, além de fazer sua manutenção, atuando nos setores automobilísticos, químico, petroquímico, alimentos, embalagens, eletro-eletrônicos, tecnologia da informação (TI), dentre outros. Ocupa-se do gerenciamento, supervisão e execução de projetos de automação industrial e comercial. É o responsável pela programação das máquinas e pela adaptação de softwares aos processos industriais. Em empresas que já estão automatizadas, redimensiona, opera e mantém os sistemas e equipamentos já instalados. Outro setor que o engenheiro de automação e controle pode atuar é em automação residencial, atualmente um mercado em expansão. Pode atuar também na indústria médica em hospitais públicos e privados, gerenciando projetos de automação, adaptando software aos processos.

Como em todas as engenharias, é estudado inicialmente, cálculos, física, química e muita informática, dando base ao curso. O aluno também vê no início, programação, lógica digital, estatística. Posteriormente as disciplinas de engenharia mecânica, eletrônica e computação. Em mecânica, você estuda termodinâmica, hidráulica e pneumática, elementos de máquinas e processos químicos, metalúrgicos e automotivos, entre outros. Em eletrônica estão matérias como eletrônica analógica e digital e na área de computação, aulas de estrutura de dados e sistemas de informação. Também há disciplinas integrativas, entre elas projetos de máquinas e integração da manufatura por computador. Nas atividades em laboratório, o aluno aprende a desenvolver, a projetar, a analisar e a controlar máquinas operadas eletronicamente. O estágio é obrigatório, assim como o trabalho de conclusão de curso.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Engenharia Mecânica

Engenharia Mecânica



Utilizando de conhecimentos de cinemática, dinâmica, materiais, termodinâmica, energia, fluidos, acústica, métodos de projetos, metrologia, processos de fabricações, entre outras, a Engenharia Mecânica desenvolve e projeta máquinas, equipamentos, veículos, sistemas de aquecimento e de refrigeração e ferramentas específicas da indústria mecânica.

O Engenheiro Mecânico pode atuar em todos os setores industriais, principalmente as de atividades mecânicas, tais como: montadoras de veículos e autopeças, indústrias de construção de máquinas e equipamentos, indústria naval, aeronáutica, petroquímica, informática, serviços, assistência técnica, etc. desempenhado funções técnicas, coordenação, supervisão, gerenciamento, projetos, produção, controle, vendas, ensino, pesquisa, dentre outras.

Não podemos imaginar nossa vida sem o auxilio de máquinas, em todo setor ela esta envolvida, seja no transporte, na geração de energia, produção de materiais, etc. O engenheiro mecânico é o profissional qualificado, habilitado para projetar, construir, realizar manutenção e operação todo tipo de máquinas, equipamentos, instalações de sistemas mecânicos. O objetivo do curso de Engenharia Mecânica então é formar estas pessoas para atender a necessidade da indústria moderna.

Durante os dois primeiro anos do curso, o aluno estuda as disciplinas básicas, inerentes aos cursos de engenharia, envolvendo Cálculos, Física, Química, Computação, Álgebra, posteriormente, adentram ao mundo da mecânica, com as matérias especificas, Mecânica dos Solidos, Mecânica dos Fluidos, Termodinâmicas, Hidráulica, Pneumática, Processos de Fabricação, Desenhos e Projetos de Máquinas, Resistências dos Materiais, dentre outras, além de diversos laboratórios de aulas práticas, no último estágio do curso, o aluno é convocado a colocar em prática todo conhecimento adquirido, seja através do estágio supervisionado, ou no desenvolvimento do trabalho para conclusão do curso (TCC).

O estudante de engenharia deve ter facilidade para cálculos, interesse pelo conhecimento científico, raciocínio abstrato, facilidade para resolução de problema de natureza física. É indispensável o domínio de idiomas e de informática, a atualização constante na área de tecnologia, especializações, valoriza o currículo do profissional.

O setor que mais emprega o engenheiro mecânico atualmente é a indústria, sejam em montadoras de automóveis, autopeças, petroquímicas, metal-mecânica, naval, aeronáutica, etc. No entanto, empresas de serviços de manutenção, consultorias, comércio, também absolvem esta mão de obra, ele também pode atuar como profissional liberal.